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Se a 1ª Bienal representou um sonho concretizado, a aventura de uma realização impossível, a vontade e persistência em alicerçar no Douro os pilares de um Evento cultural diferente e de nível internacional; se a 2ª Bienal justificou a força desse sonho, o cimentar dessa estrutura cultural e a demonstração capaz dessa vontade; a 3ª Bienal, apesar de todas as dificuldades que são sempre muitas e às quais já nos habituamos a enfrentar, representa a conquista definitiva e a arquitectura de um espaço de cultura arduamente conseguido e que denota já, alguma maturidade e reconhecida qualidade artística nacional e internacional.
A confirmar esta tendência temos como trunfos para esta 3ª edição, a presença, com uma vintena de gravuras de um dos maiores, senão mesmo o maior Artista Gravador de sempre do nosso país e igualmente de reconhecido mérito em todo o mundo, originário destas terras, o que eleva, também por isso, a nossa honra em o homenagear – o Mestre Gil Teixeira Lopes.
Ainda desta região, tão próspera em vultos das artes e da literatura, temos uma exposição da Obra Gráfica de outro dos maiores Artistas Plásticos Portugueses – o Mestre Nadir Afonso, também ele nosso homenageado.
Estas personalidades incontornáveis da criatividade pictórica nacional, irão marcar certamente, por longos anos, a memória daqueles que tiverem a felicidade de admirar os seus trabalhos. Depois apresentamos, como já é habito, um largo lote de artistas de todo mundo que, seleccionados por grandes artistas da gravura, pautam a qualidade internacional deste Certame – único em Portugal.
Deste elenco de grandes gravadores que nos deram a mão na concretização desta Bienal, agradeço e deixo uma especial palavra de gratidão e admiração, ao Mestre Bartolomeu dos Santos que nos tem emprestado a sua imensa sabedoria, também em outras ocasiões e que numa próxima edição, será alvo de uma homenagem, caso nos conceda essa honra.
Fora desta esfera artística, testemunho ainda a nossa imensa gratidão e reconhecido mérito cultural ao Município de Alijó, com especial realce ao Sr. Presidente da Autarquia, ao Sr. Vereador da Cultura que tem feito um magnifico trabalho e ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia. Deve-se às suas politicas culturais e sensibilidades, o recente passo dado, imprescindível no sentido de garantir a continuidade desta Bienal, com a assinatura de um Protocolo entre a Autarquia e o Núcleo de Gravura do grupo Recreativo e Cultural de Alijó. Este Protocolo estabelece em primeiro lugar, uma estrutura de apoio estável e abre portas para o objectivo máximo deste Evento, ou seja, a criação a médio prazo de um Museu de gravura em Alijó para tal, conta já com o espólio acumulado de três Bienais. O Museu de Gravura Contemporânea, à semelhança de outros que existem pelo mundo fora, será o único no nosso país e representará a realização de outro sonho impossível mas, como já se viu, pode materializar-se através desse esforço conjunto entre Núcleo de Gravura e Autarquia, sem nunca deixar de lado a vontade de todos os (Durienses) Portugueses.
Para terminar, gostaria de prestar uma pequena homenagem e agradecer a sua amizade, a quem comigo sonhou e concretizou tudo isto pois também ele, apesar de não ser português, sentiu que o DOURO é uma região especial e única no mundo, merecedora do esforço que nem todos os Portugueses lhe concedem e respeitam… ao meu amigo “CAMARADA” Daniel Hompesch um grande abraço.
Nuno Canelas – Director da Bienal e do Núcleo de Gravura de Alijó |
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